9 de maio de 2008

Por falar em poesia

O Cata-Vento!

Tu!
Tu, que rodas sem parar
Se o vento não cessar

Tu, que relaxado
Esperas que o vento
Te empurre de lado a lado

Tu, que com discrição
Pleno de ti mesmo
Giras com satisfação

Tu, que num rodopio sem Norte
Jogas as tuas agulhas
A um destino sem sorte

Tu, que insatisfeito com a vida
De luto te apresentas
Sem ponto de partida

Tu, que apenas obedeces
Mostras-te às horas infinitas
No telhado em que apodreces

Que como tantos, na inércia
Maldito Cata-Vento
Com desalento
Aí estás tu…preso no tempo!

Alexandra Ganhão Gomes 9ºA

Se não for repetente, a Alexandra tem catorze anos. É uma das estudantes de Moura com direito a exibição da sua veia poética na Feira do Livro daquela cidade. E deixo o meu aqui o meu desejo para que continue a exercitá-la...

3 comentários:

Zé dos Anzóis disse...

Em vez de ler essas preciosidades, andei entretido entre bancos de jardim e gravações video de qualidade duvidosa.
Tantas vezes passamo0s ao lado das coisas boas e nem damos por elas...
Obrigado por partilhares connosco esta beleza e já agora os Parabens à Alexandra.
Za

zmsantos disse...

É esta beleza endógena do ser humano que a faz a melhor e a mais universal das criaturas.

Alexandra, a Grande!

Rogério Charraz disse...

* endógeno:

do Gr. éndon, dentro + génos, geração

adj., Biol.,
que se produz, que se forma no interior;
diz-se de um órgão ou formação que se produz no interior de outro ou outra;
diz-se da causa interna;

Geol.,
diz-se dos fenómenos que têm a sua origem no interior do globo terrestre.

Zé, até me obrigas a ir ao Priberam...

Zá, também não é suposto um sem abrigo andar a ler poesia...