28 de dezembro de 2005

Revelhão

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Pois, caríssimas e caríssimos, eis-me aqui a anunciar-vos que este revelhão estarei "de serviço".

Será uma novidade para mim, já que em tantos anos que já levo como músico nunca tinha surgido a oportunidade de virar o ano de guitarra na mão.

E para ser totalmente diferente, desta vez terei a responsabilidade de assumir a voz principal. Responsabilidade que aumenta consideravelmente quando se acompanha há tantos anos uma voz como a do Rogério Oliveira, que estará nessa noite no seu Qlube 71, à vossa espera.

Para me "amparar a queda" levo comigo dois companheiros de sempre - o Marco e o Sérgio, mas seria bom contar com a vossa visita, nem que seja só de passagem para um abraço.

Vai ser no Ribeirarte (no Mercado da Ribeira, onde toco todas as 5ªs feiras), a entrada é livre e os cabeças de cartaz serão o Pedro Moutinho e o Mário Mata.

Para os que não vir até lá, desejo uma noite bem disposta como prenúncio de um excelente ano, com muita saúde. O resto virá por acréscimo.

23 de dezembro de 2005

A pandilha

Quem tem o hábito de ir visitando este humilde espaço sabe que com o passar do tempo se foi formando uma "pandilha" de "bloguistas" que, há falta de melhor para fazer, se diverte a comentar os textos uns dos outros.

A burra do João, a fina camada de gelo do Jörg e o cobre e a canela da Sandra têm sido os mais fiéis comentadores e alimentadores deste Tubo d`escape.

Ao Jörg liga-me uma amizade com quase uma dezena de anos, que começou nas lides musicais mas que o tempo tornou num assunto pessoal. Do João Balão comecei por ser um admirador do seu trabalho até ter tido a felicidade de poder trabalhar com ele e estabelecer uma relação pessoal, que, felizmente, não enfraqueceu a admiração profissional, pelo contrário. Já a Sandra é mesmo um "blind date". Ainda não tive o prazer de a conhecer pessoalmente e no entanto através dos nossos desabafos e delírios parece que já nos conhecemos há algum tempo.

Curiosamente, de um tempo a esta parte, a produção dos quatro blogues caíu a pique, sem haver uma combinação prévia. A burra congelou. O Tubo engasgou-se. A Sandra vai dando um ar da sua graça e o Jörg é que lá vai salvando a honra do convento.

Mais curioso aínda é que no período em que nos lemos, escrevemos e comentamos menos, temo-nos encontrado e re-encontrado pessoalmente. Eu e o Jörg trocámos a parceria musical por uma dupla no centro da defesa, como podem ver e ler no Cobre e Canela a Sandra foi até Barcelona e visitou o João Balão. Ao que sei cruzaram-se no avião de regresso e, já em solo luso, o meu querido Balão teve a gentileza de ir ao Ribeirarte assistir ao espectáculo do trio (que como os mosqueteiros são quatro) boémia. Claro está que não ficou muito tempo sentado na mesa já que o requisitámos para uma "perninha". Confesso que a noite não foi das melhores porque estávamos com problemas no som de retorno, o Sérgio atrasou-se e não trouxe o Cajon mas foi bom matar saudades do João e voltar a ter o prazer de dividir o palco com este fantástico e multifacetado músico. Para quem não sabe e não viu, o homem além de ser um dos melhores percussionistas portugueses toca baixo, guitarra e até canta! Um verdadeiro artista português!!! Valeu João. Volta sempre...

Ah, e Sr. Jörg e D. Sandra, lá os espero uma destas Quintas feiras...

14 de dezembro de 2005

Curtas e Grossas

E no meio de todo este silêncio ficou muito por dizer e muitos assuntos por aflorar. Pego agora nalguns deles de modo muito superficial:

Presidenciais: Voto Manuel Alegre, claro! Por ser uma candidatura utópica, desalinhada, do contra, e apesar de tudo por não ser contra-natura como a de Mário Soares. Agora não percebo porquê tanto tempo de pré-campanha e tantos debates. O facto é que não é o Presidente da República, embora tenha alguns poderes que usados podem fazer muita mossa, que vai tirar o país da "fossa". Embora possa dar a sua contribuição não é ele que determina políticas e define rumos. E no fundo grande parte da nossa decisão se resume a escolher o perfil e o temperamento que melhor se adequa à função. E estamos a falar de pessoas que conhecemos bem e, como tal, tenho para mim que haverá poucos indecisos. Por isso, passemos à frente...

Televisão: Só espero que o efeito Penim não se esgote depressa. A entrevista que o novo timoneiro da SIC deu à Visão deixou-me água na boca e vontade de ver para crer. Para já mostrar o cartão amarelo a Herman José e recolocar alguma dignidade no programa foi um favor que fez a todos, como eu, que cresceram a admirar o grande humorista português. Só espero que consiga convencê-lo a voltar a fazer humor...
Não estou à espera que Penim venha salvar a Televisão mas já me satisfazia se conseguisse levantar um pouco a fasquia que qualquer dia não passa do chão...

Natal e Fim-de-Ano: Que passe depressa, por favor...

9 de dezembro de 2005

Conversa de Taberna (Uma rodada para todos!)

Há dias em que penso no tempo que passo a ver, a ler sobre, a pensar e a degustar futebol, e pergunto-me: o que é que me faz gostar tanto disto?

Depois vivo momentos com os da noite de quarta-feira que expõe o ridículo da pergunta.

Porquê?

Pelo ambiente indescritível criado por 60 mil almas a cantar, a gritar, a assobiar, a aplaudir, a entregar-se todos à uma. Pelos efeitos visuais e sonoros que transbordam de uma noite de casa cheia. Pelas emoções que se vivem em duas horas: alegria, tristeza, ansiedade, nervosismo, irritação, indignação, felicidade, euforia...

Pela beleza estética de certos movimentos de um jogo, como por exemplo o golo do Manchester e o primeiro golo do Benfica. São jogadas desenhadas a regra e esquadro...

E depois por esta imprevisibilidade fantástica do futebol, muito bem traduzida em palavras por um ex-capitão de equipa do Porto, minutos antes do início de um jogo: "- Prognósticos só no fim do jogo!".
Se eu tivesse escrito aqui na Terça-feira que acreditava que o Benfica desfalcado de Simão, Manuel Fernandes, Miccoli e Karagounis ia ganhar ao Manchester United de Nistelrooy, Ronaldo, Rooney, Ferdinand e Scholes diriam que era um louco e um fanático.
Se aos 10 minutos de jogo tivesse mandado das bancadas da Catedral uma mensagem a dizer que acreditava que o Benfica ia virar o jogo e qualificar-se com golos dos mal-amados Beto e Geovanni além de louco seria mentiroso!
E no entanto algo aconteceu naquele estádio. Começou pela reacção do público que depois de sofrer um golo em vez de assobiar, como é seu timbre, aplaudiu e incentivou. E a mensagem passou. Geovanni correu, lutou e jogou mais que nos últimos três meses. Luisão, Andersson e Alcides provaram que há torres que nem o mais baixo terrorismo árabe faz caír. O pequeno (nos erros) Leo fez sombra ao grande (na apatia e na alarvidade dos seus actos) Cristiano Ronaldo. Petit mostrou que quando joga de olhos abertos é grande. Nélson provou mais uma vez que não tem pé direito, aquilo é uma raquete de ténis que está dentro da chuteira tal a precisão do cruzamento. E Nuno Gomes deu mais uma demonstração de cultura táctica, colectivismo e sacrifício em prol da equipa. A segunda parte do agora capitão foi de uma utilidade extrema. E nem o treinador escapou ao estado de graça.

É claro que todos sabemos que o brilhante jogo que a equipa fez não resolve todos os problemas que a equipa atravessa. Os conjunturais e os estruturais. Mas o facto é que o Manchester poucas oportunidades teve, o Benfica mostrou garra, vontade e determinação. Foi feliz mas todos fizeram por merecer essa felicidade: o público, o treinador, os jogadores e até os próprios Deuses.

Ah, e o futebol tem outra coisa muito boa. É que Domingo há mais...não é Sérgio?