22 de junho de 2006

Espelho

Crueldade

Somos cruéis
quando estamos perdidos sem saber,
delicadamente controlamos tudo,
manipulamos todos,
com uma ingenuidade quase credível.
Tentamos encontrar o caminho,
seja de que forma for,
sem importar quem nos acompanha
ou quem deixamos para trás,
sem perceber quem já não está ao nosso lado,
sem saber que procuramos um novo trilho
porque não vemos que estamos perdidos.
E quando o encontramos,
sem percebermos que os deixamos atrás,
nos perguntamos onde estão.
E tentamos que a nossa inocência seja entendida
a nossa cegueira iluminada
e a nossa crueldade esquecida.

SBD 01.03.2006

Hoje fui cruel.

Voltaste a ser cruel ao desnudares a minha crueldade. O estalo foi tão grande que não consegui ler o resto. Talvez amanhã...

Obrigado.

4 comentários:

Uma vida qualquer disse...

Não foi minha intenção hoje ao igual que não o foi nesse dia, no entanto, aprendi há muito que não necessitamos querer para ser crueis.

Rogério Charraz disse...

Não houve intençao mas houve muita eficácia. Informo-te que a minha leitura de fim-de-semana será os teus "posts". E porque não sou por norma egoísta, e gosto de partilhar com os amigos o que me surpreende pela positiva, gostava de incluí-lo na lista de atalhos. O que dizes?

zmsantos disse...

Já lá estive, n'uma vida qualquer'.
Nem sei o que diga, pelo menos por agora. Com receio de ser, por demais, superficial, direi apenas: FABULOSO.
Vou 'devorar' os textos, ai isso vou...

Obrigado aos dois por esta partilha.

Uma vida qualquer disse...

Dado que eu mesma fiz o favor de ontem revelá-lo ao "mundo" deixando o comentário como blogger ... e visto que no fundo dou razão a quem afirma que tudo o que escrevemos é com o intuito de que outros o descubram, não faz sentido não deixá-lo ao teu critério.
E, obrigado eu, porque é bom saber que aquilo que nos dá um enorme prazer e nos provoca um sorriso nos lábios - haverá neste momento pouca coisa que me proporcione tanto contentamento como escrever - é também fonte de satisfação para os outros.
Quanto a si, ZMSantos, que menos que retibuir-lhe os momentos que me proporciona procurar a pena!