3 de dezembro de 2005

Baralhar e voltar a dar

Apetecia-me escrever muita coisa. Mas sinto que não posso e não devo. As palavras escritas têm outro peso e quando falamos sobre sentimentos corremos riscos de magoar terceiros.

A vida dá muita volta. É um lugar comum como tantos outros de que só percebemos o verdadeiro sentido quando nos toca pessoalmente. Já passei por várias mudanças na minha vida mas o último mês tem sido como uma volta na montanha russa. Não me resta muito mais que agarrar-me ao lugar, fechar os olhos e ir espreitando de vez em quando para ver onde me leva o comboio "desgovernado". Por vezes sinto um gozo enorme a ver o céu tão perto, outras assusto-me de morte a ver o chão fugir-me dos pés.

E no entanto houve sempre uma ideia que me acompanhou e me fortaleceu: depois de um dia vem sempre outro.

Até que um dia isso não aconteça. E aí sim, será grave. Outro lugar comum? Seja, mas se há coisa que nasceu comigo foi o gozo de viver!

Sejam bem reaparecidos!!

Rogério Charraz

3 comentários:

nortesul disse...

'Estamos todos num mesmo barco, em mar tempestuoso,
e devemos uns aos outros uma terrível lealdade.'

(G.K.Chesterton)

Lusaut disse...

Caso precises mais onde te agarrar, haverá sempre a minha mão estendida...
Um forte abraço.

Sandra Feliciano disse...

Acabei agorinha mesmo de ler no Murcom que um dia o Prof. Sobrinho Simões disse ao Prof. Machado Vaz: "Não te quero invadir; quando desejares a porta está aberta".

Faço minhas aqui, as palavras dele.

Um blogoabraço.