22 de fevereiro de 2007

José Afonso


Cumpre-se amanhã o vigésimo aniversário sobre o desaparecimento físico de José Afonso. Não estou a usar nenhum eufismo, mas o facto é que um músico não morre enquanto a sua obra perdurar.


Eu nasci depois do regime novo, do 25 de Abril e do PREC. Por uma questão de lógica geracional, não era suposto que a música de Zeca Afonso me dissesse grande coisa. Felizmente o carinho que tenho pela obra e pela figura é tão grande quanto difícil de expressar em poucos minutos, os que tenho disponíveis para escrever este texto.

Espero muito em breve ter a oportunidade de materializar um espectáculo (e, quem sabe, um disco) que anda na minha cabeça há um ano, e que retratará a forma como o contacto com o universo de José Afonso me influenciou e a maneira como soa a sua música através da minha interpretação.

Enquanto esse momento não chega, tenho o privilégio de participar numa homenagem que terá lugar amanhã à noite, no Ribeirarte (Mercado da Ribeira, Cais do Sodré), com outros músicos. Terei a grande mais valia de ter ao meu lado o meu querido amigo José Manuel Santos.

Se puderem, venham connosco celebrar a vida e a obra de José Afonso!

3 comentários:

Jörg disse...

Uma homenagem já houve aqui http://sopadapedra.blogspot.com/
e nos até participamos nela!

Andreia Charraz disse...

Foi com muito Orgulho e muita Satisfação que, hoje, ouvi o teu nome pelas 9 da manhã na Rádio Marginal, como um dos músicos que participará, hoje à noite, numa homenagem a José Afonso no Mercado da Ribeira.
Como sei o quanto José Afonso foi/é importante no teu crescimento enquanto músico....espero que hoje as coisas corram lindamente ;)
Aguardo, anciosa, pelo espectáculo e esperançosa pelo disco! :)
Um bjo muito grande
Mukanda

Dionisio Leitão disse...

Pois é. Lá estarei hoje para assistir ao tributo. E, dependendo da disposição, fazer umas fotos. Gostava muito de ver essa tua ideia do cd concretizada.

Abraço

P.S. obrigado pela solidariedade